Introdução à Fotografia – As Variáveis
Como eu disse na Introdução do Post anterior, uma parte da fotografia pode ser comparada à matemática. Então para entender essa parte, é necessário conhecer as variáveis da fotografia.

Nesse post apenas irei descrever as variáveis relacionadas à exposição, no próximo irei explicar a relação entre elas.

O que é Exposição?
A fotografia depende totalmente da luz. Ela captura a luz que é refletida pelos objetos.
Dependendo da iluminação, poderá ter “mais luz” ou “menos luz”. Geralmente buscamos uma imagem balanceada: Nem muito clara (superexposta) , nem muito escura (subexposta).

A exposição é conseguida a partir da relação de 3 variáveis da fotografia: Abertura, Velocidade, ISO.

1 – Abertura do Diafragma:
O diafragma não é nada mais, nada menos que um “buraco“ ”furo” que regula a passagem de luz. Então quanto maior abertura, maior a quantidade de luz que entrará.

Ela é representada como a fração do diafragma totalmente aberto, por ex: F/1.8, F/2.8.
Muitos confundem pois geralmente falamos: “Abertura 2.8” ou “Abertura 1.8” e as pessoas esquecem que o número se trata de uma fração, logo, uma abertura 2.8 tem o “furo” menor que uma abertura 1.8. Isso é um pouco confuso, então fiz um desenho:

Aberturas do Diafragma

Além de ser responsável por regular a quantidade de luz, outro efeito que a abertura controla é a Profundidade de Campo:

A profundidade de campo define o quanto a área próxima da região que você decidiu ser o foco estará focada também. Em outras palavras: Quanto mais profundidade de campo, maior a área que estará em foco:

Profundidade de campoNeste caso somente o tamborzinho está em foco. A profundidade de campo é menor e os objetos em volta estão desfocados.
profundidade de campo Quando a profundidade de campo é maior os objetos em volta continuam nítidos (mas nunca tão nítidos quanto o ponto principal de foco)

(Fotos retiradas do Post Foco e Profundidade de Campo, Blog Dicas de Fotografia)

A Profundidade de campo está relacionada á 3 coisas: Distância focal da lente, A proximidade do objeto fotografado e a Abertura.
Quanto maior a Abertura, menor a profundidade de campo, ou seja, mais o fundo ficará desfocado.


Nesse exemplo usei abertura 3.2 e focalizei um ponto próximo no chão, para desfocar o fundo e preservar a identidade do carroceiro.

2 – Velocidade do Obturador:
Acho que esse é o conceito mais fácil de entender. Essa velocidade tem relação ao tempo em que o Diafragma ficará aberto. Quanto mais tempo aberto, mas luz entrará e vice-versa.

A velocidade é representada em forma de fração de segundos, por ex: 1/100s, 1/60s, 15s…

Nesse caso, pode-se conseguir efeito de movimento ou congelamento da cena, tudo depende da velocidade usada Caso seja usada uma velocidade baixa, o movimento da cena irá ficar borrada e causar um rastro. Caso seja usada uma velocidade rápida, irá congelar a cena:


1/125s – Usei uma velocidade relativamente baixa, já que o jato é muito rápido e acompanhei ele com a câmera, passando o efeito de velocidade congelando o objeto e dando movimento ao fundo.

0,6s – A velocidade baixa permitiu a captura do rastro do movimento do guitarrista


1/160 – A velocidade mais rápida conseguiu deixar como se a água estivesse congelada no ar

3 – ISO (sensibilidade do sensor):
Nas câmeras digitais você consegue regular a sensibilidade do sensor que capta a luz. Essa sensibilidade é simplesmente a capacidade de captar a luz. Quanto maior o número, maior a sensibilidade, mais luz será captada. Ex ISO 100, ISO 800, ISO 1600…

Um “defeito” causado pelo uso de ISOs elevados é o Ruído ou Noise, que são pontinhos que diminuem a nitidez da foto. Futuramente falarei mais sobre isso aqui no blog.

Espero que tenha ficado claro, tentei passar o mais básico possível. Nos próximos posts entrarei em mais detalhes. No Próximo Post eu falarei da relação entre essas variáveis, explicando como conseguir uma foto com exposição “correta” balanceada.

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